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Arquitetura

Architecture Hunter: a plataforma de arquitetura criada por Amanda Ferber

Editora Valen •
Amanda Ferber de pé em uma varanda, vestindo blusa preta com o logotipo AH, com prédios de uma grande cidade ao fundo
A arquiteta Amanda Ferber, que criou o Architecture Hunter em 2013, quando ainda era estudante.

A história do Architecture Hunter, do perfil criado por uma estudante de arquitetura à plataforma com vídeos, fórum e prêmio próprios, e a trajetória da fundadora, Amanda Ferber.

O Architecture Hunter é uma plataforma de conteúdo sobre arquitetura e design criada pela arquiteta brasileira Amanda Ferber. Começou como um perfil no Instagram e hoje reúne publicações, vídeos, webinars, um fórum internacional e um prêmio próprio. Segundo a página institucional do Architecture Hunter, consultada em setembro de 2026, a plataforma alcança um público de mais de 3,5 milhões de pessoas. Este texto conta como o projeto nasceu, o que ele publica, quem é a fundadora e por que esse tipo de curadoria digital passou a influenciar a forma como arquitetos, clientes e o mercado imobiliário olham para projetos.

Pontos principais

  • O Architecture Hunter foi criado em 2013 por Amanda Ferber, quando ela ainda era estudante de arquitetura, como um perfil no Instagram.
  • A plataforma se expandiu para vídeos, webinars, guias de cidades, o Hunter International Forum e o Architecture Hunter Awards.
  • Amanda Ferber estagiou no studio MK27 e trabalhou dois anos no ArchDaily antes de se dedicar ao projeto.
  • Ela foi incluída na lista Forbes Under 30 Brasil e na lista das 100 mulheres para acompanhar na arquitetura da Architizer, e é jurada de prêmios como Dezeen Awards, A+Awards e LOOP Design Awards.
  • A página se apresenta com a missão de caçar a arquitetura inspiradora que precisa ser vista pelo mundo.

O início da jornada

O Architecture Hunter começou em 2013 como um perfil no Instagram, criado por Amanda Ferber enquanto ela ainda cursava arquitetura e urbanismo. A ideia era simples: reunir e compartilhar projetos que chamavam sua atenção, com imagens bem escolhidas e crédito aos autores. O próprio perfil se descreve como uma caça à arquitetura inspiradora que precisa ser vista pelo mundo.

O formato encontrou público rápido. A combinação de fotografia de qualidade, projetos de diferentes países e publicações frequentes transformou o perfil em referência para estudantes, profissionais e curiosos. O texto original deste artigo indicava 2012 como ano de início; a página institucional da plataforma registra 2013, e é essa a data adotada aqui.

Captura da página do perfil architecture_hunter no Instagram, com a descrição do perfil e uma grade de fotos de casas e interiores contemporâneos
O perfil no Instagram, em uma captura antiga, quando tinha 1,8 milhão de seguidores; hoje a plataforma informa alcance de mais de 3,5 milhões de pessoas.

Reconhecimento global

O que começou como um projeto pessoal virou uma empresa, com equipe própria e sócios. Segundo a página institucional, o Architecture Hunter evoluiu para uma plataforma internacional que reúne mídia digital, webinars, conferências, prêmios e iniciativas educacionais, com a missão de tornar a arquitetura mais acessível e significativa.

Os números de audiência mudam com frequência. Diferentes perfis e entrevistas publicados ao longo dos anos citam de 2,4 milhões a quase 3 milhões de seguidores; a página institucional, em setembro de 2026, falava em mais de 3,5 milhões de pessoas alcançadas. O crescimento acompanhou a mudança no modo como arquitetura é divulgada: se antes os projetos chegavam ao público por revistas especializadas, hoje boa parte da circulação acontece nas redes.

Estande expositivo do Architecture Hunter com árvores, mesas redondas, painéis com os dizeres Why we hunt e visitantes, um deles usando óculos de realidade virtual
Estande do Architecture Hunter em evento, com painéis sobre a curadoria da plataforma e experiência em realidade virtual.

Uma janela para a diversidade

Ao longo dos anos, o Architecture Hunter se tornou mais do que um destino para imagens de projetos. A plataforma passou a organizar conversas, webinars e encontros que reúnem arquitetos, estudantes, fabricantes e interessados em design, e lançou o Hunter International Forum para discutir o setor com profissionais de vários países.

Uma característica da curadoria é misturar escritórios conhecidos com talentos emergentes e projetos menores que dificilmente apareceriam na mídia tradicional. O site da plataforma organiza as publicações por tipologia, material, ambiente, cor e estilo, o que o transforma também numa ferramenta de pesquisa para quem está desenvolvendo um projeto ou buscando referências para reformar um imóvel.

Para quem trabalha com imóveis, essa vitrine tem um efeito prático. Imagens de projetos publicados em plataformas assim influenciam o gosto do comprador e o que ele espera encontrar em um lançamento ou em uma reforma. Parte dessas imagens são fotografias de obras construídas; outra parte são visualizações digitais, tema tratado no guia de renderização de projetos de arquitetura e no texto sobre dreamscapes, a arquitetura imaginada que circula nas redes.

Escritório com piso de concreto, mesas brancas com cadeiras cinza, divisória de ripas de madeira e uma pessoa passando em movimento ao fundo
Espaço de trabalho com ripado de madeira e concreto aparente, linguagem frequente nos projetos divulgados pela plataforma.

Olhando para o futuro

O Architecture Hunter continua ampliando o formato. Além das redes, a plataforma mantém canal no YouTube com séries em vídeo, organiza eventos e webinars e criou o Architecture Hunter Awards, premiação aberta a escritórios de diferentes países. A página institucional também cita iniciativas educacionais e o guia de cidades entre as frentes atuais.

Segundo a mesma página, em 2026 Amanda Ferber foi convidada para uma conversa com o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama sobre o Obama Presidential Center. É um sinal de como a curadoria digital de arquitetura ganhou espaço no debate público sobre projetos de grande porte.

Cartaz do Architecture Hunter Awards com a imagem de um espaço de concreto curvo com uma abertura oval para árvores e duas pessoas ao fundo
Cartaz de divulgação do Architecture Hunter Awards, prêmio criado pela plataforma.

O percurso do Architecture Hunter mostra como uma ideia simples, bem executada e mantida com constância, pode se tornar uma plataforma internacional e mudar a forma como a arquitetura contemporânea é divulgada.

Um pouco mais sobre Amanda Ferber

Amanda Ferber é arquiteta, fundadora, CEO e editora-chefe do Architecture Hunter. Apesar do alcance da página, por muitos anos manteve um perfil discreto, com o foco da comunicação nos projetos publicados e não na própria imagem.

Montagem com retrato em preto e branco de Amanda Ferber ao lado de uma captura antiga de publicação do Architecture Hunter mostrando um edifício com fachada de pedra
Amanda Ferber, fundadora do Architecture Hunter, e uma das primeiras publicações do perfil.

Durante a faculdade, estagiou no studioMK27, escritório do arquiteto Marcio Kogan, e depois no ArchDaily, onde trabalhou por dois anos. Aos 24 anos, entrou na lista Forbes Under 30 no Brasil. Em 2020, foi apontada pelo Feedspot como a primeira entre os 125 principais influenciadores de arquitetura do mundo, e a Architizer a incluiu na lista das 100 mulheres para acompanhar na arquitetura. A página institucional também a apresenta como palestrante do TEDx.

Em perfis de júri publicados por premiações internacionais, como o do Dezeen Awards 2023, ela aparece também como embaixadora do Morpholio, aplicativo de ferramentas criativas para desenho e projeto, da Arkos Brasil e da LG Magenta. Também participou como jurada de prêmios internacionais de arquitetura e design, como o A+Awards e o One Drawing Challenge, ambos da Architizer, o Loop Design Awards e o Vision Awards, e foi entrevistada na série Future Talks do Re-Thinking the Future.

A trajetória de Amanda Ferber mostra uma carreira construída a partir da curadoria e da comunicação, e não do projeto de edifícios, com a proposta de aproximar a arquitetura de um público cada vez maior.

Por que a curadoria digital importa para o mercado imobiliário

Plataformas como o Architecture Hunter mudaram o repertório de quem compra, reforma ou constrói. Alguns efeitos práticos:

  • Referências mais amplas: clientes chegam aos escritórios com imagens de projetos de vários países, o que ajuda a comunicar o que desejam, mas também exige do arquiteto adaptar as ideias ao clima, ao orçamento e às regras locais.
  • Valorização do projeto: a circulação de boa arquitetura aumenta a percepção de que um projeto bem resolvido tem valor, o que se reflete em lançamentos com assinatura de escritórios conhecidos.
  • Imagem e realidade: fotos tratadas e renderizações mostram o melhor ângulo do imóvel. Na compra, vale conferir o que foi construído de fato, a planta aprovada e o memorial descritivo.

Quem se inspira em um projeto visto nas redes para reformar ou construir precisa lembrar que nenhuma obra sai do papel sem aprovação municipal e sem um profissional que assine como responsável técnico, e que o que valoriza o imóvel no mercado é o que foi executado com qualidade e está regularizado.

Para fechar

O Architecture Hunter nasceu em 2013 como um perfil de Instagram de uma estudante de arquitetura e se tornou uma das plataformas de divulgação de arquitetura mais seguidas do mundo, com vídeos, eventos, fórum e prêmio próprios. A trajetória de Amanda Ferber, do estágio em escritório e em portal especializado a júris internacionais, mostra o peso que a curadoria digital ganhou na forma como a arquitetura é vista.

Se um projeto inspirado nessas referências já saiu do papel, a Valen Brasil avalia quanto a construção ou a reforma acrescentou ao valor do seu imóvel, com base em comparação técnica com imóveis semelhantes da região.

Perguntas frequentes

O que é o Architecture Hunter?

É uma plataforma de conteúdo sobre arquitetura e design fundada pela arquiteta Amanda Ferber. Começou em 2013 como perfil no Instagram e hoje inclui site, vídeos, webinars, fórum internacional e o Architecture Hunter Awards.

Quem criou o Architecture Hunter?

A arquiteta brasileira Amanda Ferber, fundadora, CEO e editora-chefe da plataforma. Ela estagiou no studio MK27, trabalhou no ArchDaily e foi incluída na lista Forbes Under 30 Brasil.

Quantas pessoas acompanham o Architecture Hunter?

Os números mudam com o tempo. Em setembro de 2026, a página institucional informava alcance de mais de 3,5 milhões de pessoas somando os canais da plataforma.

Como o Architecture Hunter escolhe os projetos publicados?

A curadoria mistura escritórios conhecidos e talentos emergentes, com foco em projetos contemporâneos de diferentes países. O site organiza as publicações por tipologia, material, ambiente e estilo, e escritórios podem enviar projetos para avaliação.

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