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Valen Brasil
Arquitetura

Cidade das Artes e das Ciências: arquitetura de Calatrava em Valência

Editora Valen •
O Hemisfèric, edifício envidraçado em forma de olho sobre um lago, com o Palau de les Arts e prédios ao fundo
O Hemisfèric, primeiro edifício do conjunto, aberto em 1998, com o Palau de les Arts ao fundo.

Guia da Cidade das Artes e das Ciências, em Valência: os edifícios de Calatrava e a cobertura de Candela, a história do complexo, custos e críticas, ingressos e roteiro de visita.

A Cidade das Artes e das Ciências (Ciutat de les Arts i les Ciències) é um conjunto de edifícios culturais e científicos em Valência, na Espanha, construído no trecho final do antigo leito do rio Túria. A maior parte foi projetada pelo arquiteto e engenheiro valenciano Santiago Calatrava: o cinema L'Hemisfèric, o Museu de les Ciències, o Palau de les Arts, o jardim L'Umbracle e o edifício L'Àgora. As coberturas do aquário L'Oceanogràfic foram criadas pelo engenheiro e arquiteto Félix Candela. O primeiro edifício, o Hemisfèric, foi aberto em 1998, e o conjunto se estende por quase dois quilômetros dentro do Jardim do Túria.

Arquitetura de curvas, concreto branco e água

Calatrava parte de formas da natureza, como esqueletos, conchas e olhos, e as traduz em estruturas de concreto branco, aço e vidro. Os edifícios parecem leves apesar do tamanho, porque se apoiam em arcos, costelas e balanços que deixam grandes vãos livres. Os espelhos d'água ao redor completam as figuras com o reflexo e ajudam a organizar os percursos entre um prédio e outro.

Detalhe curvo de um edifício branco em primeiro plano e o Museu de les Ciències ao fundo, com espelho d'água azul
Curvas de concreto branco e espelhos d'água: o Museu de les Ciències aparece ao fundo.

O conjunto se tornou uma das imagens mais conhecidas de Valência e um dos principais destinos turísticos da cidade. Também marcou a arquitetura espanhola do fim do século 20, quando várias cidades apostaram em grandes equipamentos culturais para mudar a imagem urbana.

Como o complexo nasceu

O ponto de partida foi a ideia de um museu de ciência. No fim da década de 1980, o presidente da Generalitat Valenciana, Joan Lerma, passou a estudar a criação de um complexo científico e cultural a partir de uma proposta de José María López Piñero, professor de história da ciência da Universidade de Valência. Em dezembro de 1991, uma equipe de cientistas, museólogos e designers entregou ao governo o anteprojeto; López Piñero coordenou a parte dedicada à história da ciência. A avenida onde fica o museu leva hoje o nome do professor.

O lugar escolhido foi a ponta leste do velho leito, que ficou sem água depois do desvio feito para proteger a cidade das enchentes. Para entender a enchente de 1957, o Plan Sur e a campanha que transformou o leito em parque, vale ler a história do Jardim do Túria, segundo o portal de turismo um dos maiores espaços verdes urbanos da Espanha (guia dos Jardins do Túria). O desvio foi aprovado pela Lei 81/1961.

Linha do tempo dos principais edifícios
EdifícioAutorAberturaUso
L'HemisfèricSantiago Calatrava1998Cinema e planetário
Museu de les CiènciesSantiago Calatrava2000Museu interativo de ciência
L'UmbracleSantiago Calatrava—Jardim e mirante sobre o estacionamento
L'OceanogràficCoberturas de Félix Candela2003Aquário e centro de conservação
Palau de les ArtsSantiago Calatrava2005Ópera e artes cênicas
L'ÀgoraSantiago CalatravaProjeto de 2005 a 2009Espaço multiuso, hoje CaixaForum València

As datas de abertura do Hemisfèric (abril de 1998), do Oceanogràfic (fevereiro de 2003) e do Palau de les Arts (2005) seguem as fontes citadas neste texto; para o Museu, a abertura ao público é registrada em 2000.

Vista aérea do conjunto com o Museu de les Ciències, o Hemisfèric, a ponte e o Palau de les Arts no antigo leito do rio
Vista aérea do conjunto no antigo leito do Túria: museu, Hemisfèric, ponte e ópera alinhados ao longo do parque.

Calatrava e Candela: duas escolas de estrutura

O conjunto reúne dois nomes que pensaram a arquitetura a partir da estrutura. Calatrava, formado em arquitetura e em engenharia, trabalha com peças repetidas, como costelas, arcos e mastros, que deixam à mostra o caminho das forças. Candela seguiu outro caminho: a casca fina de concreto.

Segundo a biblioteca da Universidade de Princeton, que guarda o arquivo de Félix Candela (1910–1997), ele estudou arquitetura em Madri entre 1927 e 1935, lutou ao lado da República na Guerra Civil Espanhola, deixou o país e adotou a cidadania mexicana em 1941. No México, ficou conhecido pelas cascas de concreto armado em forma de paraboloide hiperbólico, usadas em igrejas, fábricas e ginásios, como o restaurante Los Manantiales, em Xochimilco (1958), e o Palácio dos Esportes dos Jogos Olímpicos de 1968. A cobertura do Oceanogràfic, feita no fim da vida do arquiteto, retoma essa pesquisa: superfícies curvas muito finas que ganham rigidez pela própria forma.

Para quem estuda arquitetura, o contraste é didático. Nos edifícios de Calatrava, a estrutura aparece como um esqueleto; no de Candela, a própria superfície é a estrutura. Os dois mostram que a forma pode nascer do cálculo, e não apenas da vontade de impressionar.

Materiais e estrutura

O vidro aparece em grandes panos que deixam entrar a luz natural e mudam de aspecto conforme o ângulo de quem olha. O concreto armado e o aço formam a estrutura, com costelas repetidas, arcos e balanços que permitem vãos longos e formas curvas.

A relação com a água e os jardins é parte do projeto. Os lagos rasos refletem os volumes, e os caminhos arborizados do Jardim do Túria levam o visitante de um edifício a outro.

L'Hemisfèric

A estrutura ovoide, com 100 metros de comprimento e cercada por um lago, lembra um olho humano: a "pupila" é a sala de projeção. A ficha do Hemisfèric no portal de turismo de Valência informa uma tela côncava que apresenta como a maior da Espanha, sessões em cinema digital 3D, IMAX e FullDome e projeções de cerca de 45 minutos.

Museu de les Ciències Príncipe Felipe

O edifício lembra o esqueleto de um grande animal, com costelas de concreto repetidas ao longo da fachada e grandes vãos internos. É um museu interativo, com exposições sobre física, biologia, tecnologia e espaço. O lema, segundo a ficha do museu no portal de turismo, é "Proibido não tocar, não sentir, não pensar".

Fachada do Museu de les Ciències com estrutura branca de costelas repetidas refletida na água
Museu de les Ciències Príncipe Felipe: as costelas de concreto branco lembram o esqueleto de um animal.

Palau de les Arts Reina Sofía

É o teatro de ópera e artes cênicas do complexo. Segundo o Palau de les Arts, foi inaugurado em 2005, tem mais de 40.000 m² e 75 metros de altura e reúne quatro espaços cênicos: a Sala Principal, o Teatre Martín i Soler, o Auditori e a Aula Magistral. A casca de concreto e aço, com uma grande pala curva no alto, é a imagem mais reconhecível do conjunto.

Palau de les Arts, edifício branco com grande cobertura curva em forma de pala, sobre espelho d'água
Palau de les Arts Reina Sofía, a ópera de Valência, inaugurada em 2005.

A programação inclui óperas, concertos, balé e atividades educativas voltadas a públicos de várias idades.

L'Umbracle

É um jardim coberto por uma sequência de arcos brancos, construído sobre o estacionamento do complexo e usado como mirante. Segundo o guia da Cidade das Artes e das Ciências do turismo de Valência, tem mais de 17.000 m², com espécies mediterrâneas e esculturas; nas noites de verão, funciona como espaço de festas ao ar livre. A prefeitura descreve o L'Umbracle como um "museu vivo da natureza" e informa os recursos de acessibilidade do local.

Passarela coberta por arcos brancos em sequência, com plantas e palmeiras, no L'Umbracle
L'Umbracle: os arcos brancos cobrem o jardim construído sobre o estacionamento do complexo.

O jardim também funciona como passagem entre o complexo e o restante do antigo leito, ligando os edifícios ao parque linear.

L'Àgora

É a peça mais recente do conjunto assinada por Calatrava. O descritivo do projeto no escritório de Santiago Calatrava indica 70 metros de altura, cerca de 4.900 m² de área construída, eixos de 88 e 66 metros e projeto entre 2005 e 2009, para um espaço coberto capaz de receber eventos variados, com nível inferior para até 6.000 pessoas. Hoje o edifício abriga o CaixaForum València, com exposições, concertos e palestras.

L'Oceanogràfic

As coberturas do edifício de acesso, em forma de flor, são obra de Félix Candela, mestre das cascas finas de concreto armado, que usam a curvatura para vencer grandes vãos com pouca espessura. Segundo a prefeitura de Valência, a Candela se devem as coberturas singulares dos edifícios do Oceanogràfic.

Coberturas brancas em forma de pétalas do Oceanogràfic, com lago, flamingos e vegetação em primeiro plano
A cobertura do Oceanogràfic, de Félix Candela: cascas finas de concreto em forma de flor.

Aberto em 2003, o aquário recria ecossistemas marinhos de várias regiões do planeta, como o Ártico, a Antártida, o Mediterrâneo e os mares tropicais. O site do Oceanogràfic destaca o túnel submarino mais longo da Europa e as únicas belugas do continente.

Túnel envidraçado sob um grande tanque com tubarões e peixes, com uma pessoa caminhando no centro
O túnel submarino do Oceanogràfic, que o aquário apresenta como o mais longo da Europa.

O aquário também é centro de pesquisa e conservação. Segundo o levantamento de espécies ameaçadas do próprio aquário, das mais de 800 espécies abrigadas ali, mais de 400 constam da Lista Vermelha da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e cerca de 60 estão nas categorias de maior risco de extinção.

Impacto na cidade

O complexo mudou a relação de Valência com o turismo e com a própria imagem. Um bairro que era o fim de um leito seco virou área de visitação intensa, com hotéis, restaurantes e novos empreendimentos no entorno. A mudança mostra como grandes equipamentos culturais podem reposicionar uma cidade, mas também traz debates conhecidos: o custo de construção e manutenção de obras dessa escala, a manutenção dos revestimentos e o risco de a arquitetura-espetáculo se descolar do cotidiano dos moradores.

Do ponto de vista urbano, o conjunto ajudou a consolidar o Jardim do Túria como eixo que atravessa a cidade e reforçou o papel de Valência como uma das grandes cidades espanholas, tema que se relaciona com a hierarquia urbana da Espanha. Para quem acompanha o efeito de obras assim sobre o mercado, parques e equipamentos culturais tendem a mudar a procura e o preço dos imóveis ao redor.

Custos, manutenção e críticas

O complexo também é lembrado pelos problemas. O mais conhecido envolve o Palau de les Arts, cuja cobertura era revestida de trencadís, mosaico de cerâmica quebrada. Segundo reportagem do elDiario.es, com informações da agência EFE, o vento forte de 26 de dezembro provocou o desprendimento de parte do revestimento, e o governo regional decidiu retirá-lo por inteiro. A renovação foi estimada em 3 milhões de euros, e o acordo firmado com o escritório de Calatrava e as construtoras previa que elas arcassem com os custos da obra de emergência. A mesma reportagem cita o custo de 500 milhões de euros do edifício, e a ópera precisou suspender a programação durante os trabalhos. O trencadís é a mesma técnica que Gaudí popularizou no Modernismo catalão, a vertente regional do Art Nouveau.

O episódio alimentou um debate que vai além de Valência: obras de forma muito complexa costumam custar mais do que o previsto e exigem manutenção cara ao longo das décadas. Para quem projeta ou contrata, a lição é prática. O detalhe do revestimento, a durabilidade dos materiais sob sol, vento e maresia e o plano de manutenção pesam tanto quanto a forma. Um edifício público que se torna símbolo da cidade também passa a ser um compromisso de longo prazo para quem paga a conta.

O que o complexo ensina a quem projeta

  • Estrutura como linguagem. A forma pode nascer do jeito como o edifício se sustenta, como mostram as costelas do museu e as cascas de Candela.
  • Água e paisagem fazem parte do projeto. Os lagos e jardins organizam os percursos e completam a leitura dos volumes.
  • Escala urbana. Um conjunto desse porte muda o uso do bairro, o turismo e o mercado imobiliário ao redor.
  • Manutenção é projeto. Materiais expostos ao clima precisam de detalhes pensados para durar e de previsão de custos de conservação.
  • Participação e contexto. O complexo só existe porque o leito virou parque depois de uma disputa entre moradores e poder público, o que lembra que grandes obras dependem de decisões políticas.

O futuro: o parque até o mar

O complexo fica hoje no trecho final do Jardim do Túria, mas o jardim ainda não chega ao mar. O próximo passo é o Parc de Desembocadura, cujo projeto vencedor, o projeto (Con)fluir, prevê um bosque urbano ligando o antigo leito ao bairro de Natzaret e ao porto. Até o início de 2026, a obra do trecho ainda não tinha sido contratada, segundo a prefeitura.

Vista aérea do antigo leito do Túria com canal de água, vegetação, passarelas e prédios altos ao fundo perto do mar
Imagem da proposta (Con)fluir: o trecho final do antigo leito, depois da Cidade das Artes e das Ciências, até o mar.

Quanto tempo reservar em cada edifício

O portal de turismo de Valência sugere tempos de visita para cada parte do conjunto, que ajudam a montar o roteiro:

Tempo sugerido de visita por edifício
EdifícioTempo sugeridoObservação
L'OceanogràficTrês a quatro horasInclui túnel submarino e exibição diária no golfinário
Museu de les CiènciesUma a duas horasExposições interativas, como simulador espacial, formigueiro e molécula de DNA
L'HemisfèricCerca de uma horaSessões de cerca de 45 minutos
L'UmbracleCerca de meia horaPasseio livre entre plantas e esculturas
Palau de les ArtsConforme a programaçãoTemporada de meados de setembro ao início de julho; visitas guiadas pagas
L'Àgora (CaixaForum)Conforme a exposiçãoAcesso ao interior e ao café; exposições e eventos com ingresso

Roteiro sugerido para um dia

  1. Manhã no Oceanogràfic. Chegue cedo para percorrer o aquário com calma; é a visita mais longa.
  2. Almoço. Use os restaurantes e cafés do complexo ou faça uma pausa no Jardim do Túria.
  3. Tarde no Museu de les Ciències. Reserve de uma a duas horas para as exposições interativas.
  4. Sessão no Hemisfèric. Escolha o horário com antecedência para encaixar no roteiro.
  5. Fim de tarde no L'Umbracle e nos lagos. Caminhe entre os edifícios e veja o conjunto refletido na água.

Quem tem mais tempo pode dividir a visita em dois dias ou reservar uma noite para assistir a um espetáculo no Palau de les Arts.

Dicas para a visita

  • Planeje por edifício. O acesso às áreas externas é livre; os edifícios (Museu, Hemisfèric, Oceanogràfic) exigem ingresso, e o Palau de les Arts depende da programação.
  • Compre com antecedência. O portal de turismo de Valência lista ingressos individuais e combinados. Em consulta de setembro de 2026, a página do Museu de les Ciències indicava entrada no museu a partir de 9,90 euros, combinada com o Hemisfèric a partir de 14,10 euros, combinada com o Oceanogràfic a partir de 41,60 euros e acesso a todo o complexo a partir de 47,75 euros.
  • Reserve tempo. O portal de turismo sugere de cinco a seis horas para ver o conjunto; o Oceanogràfic sozinho costuma ocupar boa parte do dia.
  • Confira horários. Os dias e horários de funcionamento mudam conforme o edifício e a época do ano; consulte os sites oficiais antes de ir.
  • Onde comer. Há cafés e opções rápidas no conjunto; no Oceanogràfic, o restaurante Submarino fica cercado por um grande tanque de peixes.
  • Aproveite os lagos. O reflexo dos edifícios na água rende boas fotos, sobretudo no fim da tarde.

A prefeitura mantém uma ficha oficial do complexo com informações gerais e de acessibilidade.

O Hemisfèric com sua casca envidraçada, pedalinhos e caiaques no lago e um prédio alto ao fundo
O Hemisfèric e o lago que o cerca, usado também para atividades de barco pelos visitantes.

Pontos principais

  • A Cidade das Artes e das Ciências ocupa o trecho final do antigo leito do Túria, em Valência, ao longo de quase 2 km.
  • Santiago Calatrava projetou o Hemisfèric, o Museu de les Ciències, o Palau de les Arts, o L'Umbracle e o L'Àgora; Félix Candela, as coberturas do Oceanogràfic.
  • O primeiro edifício abriu em 1998; o Palau de les Arts, em 2005.
  • A ideia nasceu de uma proposta do historiador da ciência José María López Piñero, levada adiante pelo governo de Joan Lerma.
  • O Oceanogràfic abriga mais de 800 espécies, mais de 400 delas na Lista Vermelha da UICN.
  • O Parc de Desembocadura deve levar o parque até o mar nos próximos anos.

Perguntas frequentes

Quem projetou a Cidade das Artes e das Ciências?

Santiago Calatrava projetou a maior parte dos edifícios. As coberturas do Oceanogràfic são de Félix Candela.

A entrada é gratuita?

Passear pelas áreas externas e pelo L'Umbracle não exige ingresso. Os edifícios principais cobram entrada, com preços individuais e combinados.

Quanto tempo leva para visitar?

O portal de turismo de Valência sugere de cinco a seis horas para conhecer o conjunto; quem inclui o Oceanogràfic costuma precisar de um dia inteiro.

O que é o Hemisfèric?

É o cinema e planetário do complexo, em forma de olho, com projeções de cerca de 45 minutos em tela côncava.

O que funciona hoje no L'Àgora?

O edifício projetado por Calatrava entre 2005 e 2009 abriga o CaixaForum València, com exposições, concertos e palestras. O acesso ao interior e ao café é livre; exposições e eventos especiais cobram ingresso.

Quando há ópera no Palau de les Arts?

Segundo o portal de turismo de Valência, a temporada vai de meados de setembro ao início de julho. Fora dos espetáculos, o edifício pode ser conhecido em visitas guiadas pagas.

Quem foi José María López Piñero?

Historiador da medicina e da ciência e professor da Universidade de Valência, foi o autor da ideia que deu origem ao museu de ciência do complexo e coordenou a parte dedicada à história no anteprojeto entregue ao governo valenciano em 1991. A avenida onde ficam os edifícios leva o nome dele.

O Oceanogràfic é só um aquário?

Não. Além da visitação, é um centro de pesquisa, reprodução e conservação de espécies marinhas, com participação em programas ligados à UICN.

O que a obra de Valência ensina

A Cidade das Artes e das Ciências mostra como um conjunto de edifícios pode mudar a imagem e a economia de uma cidade, e também os desafios de manter obras dessa escala. É uma aula de estrutura e forma para quem estuda arquitetura e uma visita completa para quem gosta de ciência e artes. Para quem investe ou avalia imóveis em áreas que recebem grandes equipamentos urbanos, a Valen Brasil considera o entorno e as transformações previstas na avaliação do valor de mercado.

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