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Valen Brasil
Investimento Imobiliário

Controle patrimonial: o que é, como fazer e como tratar os imóveis da empresa

Editora Valen •
Pessoas analisando documentos e o cadastro de bens de uma empresa
O controle patrimonial acompanha cada bem da compra à baixa e o liga à contabilidade.

O que é controle patrimonial, como fazer o inventário e o cadastro dos bens, conciliar com a contabilidade e tratar os imóveis da empresa.

Controle patrimonial é o conjunto de rotinas que uma empresa usa para saber quais bens tem, onde eles estão, quem responde por eles, em que estado se encontram e como aparecem na contabilidade. Vai além de uma lista de equipamentos: inclui o inventário físico, a identificação de cada bem, o cadastro, a conciliação com os registros contábeis e o acompanhamento das movimentações, da depreciação e das baixas.

Um controle bem feito reduz perdas, organiza a operação, dá números confiáveis à contabilidade e apoia decisões de compra, venda e investimento. Quando a empresa tem imóveis, o controle precisa também separar terreno e construção, acompanhar a depreciação correta de cada parte e, em várias situações, apurar o valor de mercado por meio de avaliação técnica.

Este guia explica o que é o controle patrimonial, como implantá-lo passo a passo, qual a relação com a contabilidade e com a avaliação de ativos, como tratar os imóveis e quais erros são mais comuns.

O que é controle patrimonial

O controle patrimonial é o conjunto de procedimentos usados para identificar, registrar, localizar, acompanhar e administrar os bens que fazem parte do patrimônio de uma empresa.

Na prática, ele responde a cinco perguntas sobre cada bem: o que é, onde está, quem usa, em que condição se encontra e como está registrado. Os bens mais comuns nesse controle são:

  • máquinas e equipamentos;
  • veículos;
  • móveis e utensílios;
  • computadores e equipamentos de tecnologia;
  • ferramentas;
  • instalações;
  • imóveis (terrenos e edificações);
  • equipamentos industriais;
  • equipamentos médicos;
  • outros bens usados nas atividades da empresa.

O controle físico se liga às informações contábeis de cada bem: custo de aquisição, depreciação acumulada, valor contábil, vida útil e eventuais perdas por redução ao valor recuperável.

A Lei das Sociedades Anônimas define como os bens da empresa são classificados no balanço. No ativo não circulante, separa investimentos, imobilizado e intangível, e descreve assim o imobilizado:

“IV - no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens;” (Lei 6.404/1976, art. 179, IV, com a redação da Lei 11.638/2007)

É sobre esse grupo, o ativo imobilizado, que o controle patrimonial mais trabalha.

Por que o controle patrimonial é importante

Um controle atualizado mostra à empresa, com precisão, que recursos ela tem e como são usados. Sem ele, surgem diferenças entre os bens que existem de fato e os que aparecem nos sistemas, e essas diferenças distorcem o balanço, os impostos e as decisões. Os principais benefícios são os seguintes.

Menos perdas e extravios

O inventário mostra se os bens registrados existem e estão onde deveriam. A identificação de cada equipamento e a definição de um responsável facilitam o acompanhamento das movimentações e reduzem o risco de perda, desvio ou esquecimento de bens em unidades distantes.

Ativos organizados

Com informações atualizadas, é fácil localizar máquinas, veículos e demais bens. Isso pesa mais em empresas com muitos ativos ou com unidades espalhadas por várias cidades, onde um equipamento parado numa filial pode estar faltando em outra.

Base para a contabilidade

O controle patrimonial alimenta os registros contábeis, sobretudo do imobilizado. O CPC 27 – Ativo Imobilizado define como esses bens são reconhecidos, mensurados, depreciados, baixados e divulgados, e o artigo sobre ativo imobilizado detalha essas regras.

Decisões mais seguras

Conhecer o patrimônio ajuda a decidir sobre:

  • compra de novos equipamentos;
  • substituição de máquinas;
  • manutenção;
  • venda de bens;
  • descarte de ativos;
  • novos investimentos;
  • expansão das operações.

Auditorias mais simples

Um cadastro organizado facilita a conferência das informações e a apresentação de documentos em auditorias internas e externas, e reduz os ajustes que o auditor precisa propor.

Como fazer o controle patrimonial, passo a passo

A implantação deve considerar as características da empresa, a quantidade de bens, a distribuição física deles e o nível de detalhe necessário. Em geral, o processo segue cinco etapas.

1. Levantamento dos bens

O primeiro passo é identificar os ativos existentes. Reúnem-se documentos, registros contábeis, notas fiscais, contratos, matrículas de imóveis e dados dos sistemas internos, e faz-se o inventário físico.

O objetivo é saber que bens estão de fato na empresa e compará-los com o que os registros dizem.

2. Inventário físico patrimonial

O inventário patrimonial é a conferência física dos bens. Durante a vistoria, costumam ser coletados:

  • descrição do bem;
  • marca;
  • modelo;
  • número de série;
  • número de patrimônio;
  • localização;
  • responsável;
  • estado de conservação;
  • situação de uso;
  • informações complementares.

O inventário pode ser feito manualmente ou com o apoio de sistemas e leitores de etiquetas. Para imóveis, a vistoria registra área, estado da construção, benfeitorias e uso atual de cada unidade.

3. Identificação dos ativos

Depois do levantamento, cada bem recebe uma identificação própria. As mais comuns são:

  • etiquetas patrimoniais;
  • códigos de barras;
  • QR Codes;
  • etiquetas de radiofrequência (RFID).

A identificação facilita localizar e acompanhar o ativo durante todo o tempo em que ele fica na empresa. Códigos de barras e QR Codes seguem padrões administrados no Brasil pela GS1 Brasil, que atribui identificadores como o GTIN, de produtos, e o GLN, de localizações. No caso dos imóveis, a identificação vem do número da matrícula no registro imobiliário e da inscrição do IPTU na prefeitura, e os dois precisam estar no cadastro.

4. Cadastro patrimonial

As informações levantadas são organizadas num sistema ou base de dados. Um cadastro patrimonial completo reúne:

Campos de um cadastro patrimonial
InformaçãoExemplo
DescriçãoMáquina industrial
MarcaFabricante
ModeloModelo do equipamento
Número de sérieIdentificação do fabricante
Número de patrimônioEtiqueta ou código interno
LocalizaçãoUnidade e setor
ResponsávelÁrea ou colaborador
Data de aquisiçãoData da compra
Valor de aquisiçãoValor registrado na contabilidade
Estado de conservaçãoBom, regular ou ruim
SituaçãoEm uso, parado ou baixado
Natureza da possePróprio, arrendado ou cedido
Para imóveisMatrícula, inscrição municipal, área, valor do terreno e da edificação em separado

A qualidade do cadastro determina a utilidade do controle. O nível de detalhe também tem efeito fiscal, porque um registro genérico obriga a empresa a usar a taxa de depreciação mais lenta do conjunto:

“§ 3º Quando o registro do imobilizado for feito por conjunto de instalação ou equipamentos, sem especificação suficiente para permitir aplicar as diferentes taxas de depreciação de acordo com a natureza do bem, e o contribuinte não tiver elementos para justificar as taxas médias adotadas para o conjunto, ficará obrigado a utilizar as taxas aplicáveis aos bens de maior vida útil que integrem o conjunto.” (Regulamento do Imposto sobre a Renda, Decreto 9.580/2018, art. 320, § 3º)

5. Conciliação e atualização contínua

Com o cadastro pronto, o físico é conciliado com o contábil, e o controle passa a registrar cada compra, transferência, reforma, baixa e venda. Sem essa atualização, o cadastro envelhece em poucos meses.

Inventário patrimonial e controle patrimonial são a mesma coisa?

Não. Os dois estão ligados, mas são conceitos diferentes.

O inventário é uma das etapas do controle patrimonial: o levantamento e a conferência física dos bens num determinado momento.

O controle patrimonial é um processo contínuo, que acompanha cada ativo durante todo o seu ciclo de vida:

Aquisição → Cadastro → Identificação → Uso → Movimentação → Manutenção → Avaliação → Baixa ou venda

O inventário fornece uma fotografia do patrimônio numa data; o controle mostra a evolução dele ao longo do tempo.

Avaliação de ativos e controle patrimonial

Em várias situações, identificar os bens não basta: é preciso determinar ou atualizar o valor deles, para fins contábeis, gerenciais, societários ou tributários. É aí que entra a avaliação patrimonial. Ela considera características como:

  • estado de conservação;
  • idade;
  • vida útil restante;
  • obsolescência;
  • capacidade de uso;
  • condições de mercado;
  • características técnicas;
  • valor de reposição;
  • valor de mercado, quando aplicável.

Controle e avaliação têm objetivos diferentes. O controle acompanha os ativos; a avaliação atribui um valor a eles, com uma finalidade e uma metodologia definidas. A avaliação de bens é atividade técnica regulamentada: a Lei 5.194/1966 inclui avaliações, vistorias e perícias entre as atribuições do engenheiro, e a Lei 12.378/2010 as inclui entre as do arquiteto e urbanista:

“As atividades e atribuições do arquiteto e urbanista consistem em: […] VI - vistoria, perícia, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria e arbitragem;” (Lei 12.378/2010, art. 2º)

Os profissionais que atuam em avaliações e perícias de engenharia se reúnem em entidades como o IBAPE. Para imóveis, a avaliação segue a norma NBR 14653, e para máquinas e equipamentos, a parte da mesma norma dedicada a esses bens.

Imóveis no controle patrimonial

Os imóveis costumam ser os bens de maior valor da empresa e os que mais se afastam do valor registrado, porque ficam décadas no balanço pelo custo histórico. Três cuidados são próprios deles.

Terreno e edificação separados. O terreno não se desgasta e, por isso, não é depreciado; a edificação, sim. O cadastro e a contabilidade devem registrar os dois valores em separado desde a compra. Para fins fiscais, a Receita Federal admite, como regra, a depreciação de edificações em 25 anos, à taxa de 4% ao ano, e de instalações em 10 anos, a 10% ao ano (Instrução Normativa RFB 1.700/2017, Anexo III). Quando a compra não discrimina os dois valores, a divisão precisa ser feita com base técnica, como um laudo de avaliação.

Imóveis mantidos para renda. Imóveis que a empresa aluga a terceiros ou mantém para valorização não são imobilizado: são propriedades para investimento, tratadas no CPC 28, que permite registrá-los pelo custo ou pelo valor justo. Quem escolhe o valor justo precisa atualizar o valor de mercado a cada balanço, o que exige avaliação periódica.

Valor recuperável. Se houver sinais de que um imóvel vale menos do que o registrado, o CPC 01 exige testar a perda por redução ao valor recuperável, e o valor de mercado menos as despesas de venda é uma das referências do teste.

Nesses três casos, a avaliação imobiliária feita por profissional habilitado, com laudo de avaliação segundo a NBR 14653, dá à contabilidade e aos auditores um número defensável.

Controle patrimonial e contabilidade

O controle patrimonial tem relação direta com a contabilidade, sobretudo no acompanhamento do imobilizado.

O CPC 27 trata dos ativos imobilizados: reconhecimento, mensuração, depreciação e redução ao valor recuperável.

O CPC 01 trata da redução ao valor recuperável de ativos, o chamado impairment. Por isso, as informações físicas e administrativas dos bens precisam estar alinhadas aos registros contábeis. Esses pronunciamentos se tornam obrigatórios quando os reguladores os adotam: o CPC 27 foi aprovado pela CVM e convertido pelo Conselho Federal de Contabilidade na NBC TG 27, dentro da estrutura de normas regulamentada pela Resolução CFC 1.328/2011.

Uma empresa pode ter um equipamento fisicamente e manter dados desatualizados sobre ele no cadastro. A conciliação entre o inventário físico e os registros contábeis revela esse tipo de divergência e melhora a qualidade das informações.

Bens arrendados e ativos de direito de uso

Nem todo bem sob controle da empresa foi comprado por ela. O CPC 06 (R2) – Arrendamentos, correspondente à norma internacional IFRS 16, foi divulgado em 21/12/2017 e substituiu o CPC 06 (R1), que vigorou até 31/12/2018. Desde então, o arrendatário reconhece no balanço um ativo de direito de uso, inclusive para imóveis alugados em contratos longos.

Na prática, máquinas, veículos, equipamentos e imóveis de terceiros usados pela empresa precisam ser localizados e conferidos no inventário mesmo não sendo próprios, e o cadastro ganha um campo a mais: a natureza da posse do ativo.

Pessoas conferindo documentos e o cadastro de bens durante o controle patrimonial de uma empresa
O controle patrimonial liga o inventário físico dos bens aos registros da contabilidade.

O que é conciliação patrimonial

A conciliação patrimonial é a comparação entre os bens encontrados fisicamente e as informações registradas nos sistemas e na contabilidade.

Nesse processo, costumam aparecer:

  • bens registrados que não foram localizados;
  • bens existentes que não estão cadastrados;
  • equipamentos registrados em locais errados;
  • diferenças de descrição;
  • números de série divergentes;
  • bens transferidos sem atualização do cadastro;
  • ativos sem identificação patrimonial;
  • bens que deveriam ter sido baixados;
  • imóveis sem separação entre terreno e edificação.

Cada divergência é investigada e resolvida: o bem é encontrado, cadastrado, transferido ou baixado. A conciliação é a etapa que dá confiabilidade ao controle.

Depreciação dos ativos

A depreciação é a distribuição do valor de um bem ao longo da sua vida útil. Para fins fiscais, a lei permite deduzir essa perda de valor a cada exercício:

“Poderá ser computada como custo ou encargo, em cada exercício, a importância correspondente à diminuição do valor dos bens do ativo resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza e obsolescência normal.” (Lei 4.506/1964, art. 57)

No controle patrimonial, acompanhar a depreciação ajuda a manter as informações atualizadas e a identificar os bens que chegam ao fim da vida útil. É preciso, porém, distinguir dois valores:

valor contábil ≠ valor de mercado.

O valor contábil segue os critérios contábeis: custo de aquisição menos a depreciação acumulada e as perdas reconhecidas. O valor de mercado depende das condições do mercado e das características do bem. Um imóvel comprado há vinte anos e depreciado quase por inteiro pode valer várias vezes o valor contábil; um equipamento novo, mas obsoleto, pode valer menos do que o registrado.

O CPC 27 trata do custo, da depreciação e das perdas por redução ao valor recuperável do imobilizado, e o CPC 01 detalha o teste dessas perdas.

Quando fazer o inventário patrimonial

A frequência depende do tamanho da empresa, da quantidade de bens e da complexidade das operações. O inventário é especialmente importante em situações como:

  • implantação de um novo sistema de controle;
  • aquisição ou abertura de unidades;
  • fusões e aquisições;
  • reorganizações societárias;
  • auditorias;
  • divergências entre registros e bens físicos;
  • mudança de endereço ou de instalações;
  • atualização do cadastro;
  • avaliação dos ativos da empresa;
  • sucessão familiar e constituição de holdings, em que os bens precisam ser listados e avaliados.

Empresas com muitos bens costumam estabelecer uma rotina periódica de conferência. O calendário acompanha o fechamento contábil, porque a lei exige balanço todo ano:

“O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico.” (Código Civil, art. 1.179)

Tecnologia no controle patrimonial

A tecnologia tornou o controle de ativos mais eficiente e automatizou várias etapas. Sistemas de gestão patrimonial centralizam as informações e facilitam:

  • o cadastro;
  • a identificação;
  • a localização;
  • a movimentação;
  • o inventário;
  • o controle de responsáveis;
  • a emissão de relatórios;
  • o histórico de cada ativo.

QR Codes, códigos de barras e etiquetas de radiofrequência agilizam a identificação dos bens. Em empresas com muitos ativos, a digitalização reduz o trabalho manual e facilita a atualização. Para imóveis, a integração do cadastro com as matrículas, os carnês de IPTU e os contratos de locação evita que informações fiquem espalhadas.

Principais erros no controle patrimonial

Alguns problemas se repetem em empresas sem processos patrimoniais estruturados.

Cadastro desatualizado

Quando compras, transferências, baixas e descartes não são registrados, o sistema deixa de refletir a realidade física da empresa.

Falta de inventário

Sem conferências físicas periódicas, as divergências ficam anos sem ser percebidas.

Bens sem identificação

Equipamentos sem número de patrimônio ou outra identificação dificultam o rastreamento e a atribuição de responsabilidade.

Informações incompletas

Um cadastro com apenas descrição e valor é insuficiente. Localização, número de série, responsável e estado de conservação fazem diferença conforme o tipo de bem.

Controle desligado da contabilidade

Quando o controle físico e o contábil são mantidos separados e sem conciliação, as inconsistências se acumulam.

Imóveis pelo custo histórico, sem separação

Registrar o imóvel como um valor único, sem separar terreno e edificação, distorce a depreciação; manter o valor histórico sem nunca apurar o valor de mercado leva a decisões e negociações com base num número irreal.

Controle patrimonial em diferentes tipos de empresa

As necessidades de controle variam bastante conforme o setor.

Indústrias

Empresas industriais costumam ter grande quantidade de máquinas, equipamentos, ferramentas e instalações, além de galpões e terrenos, o que torna o inventário e o acompanhamento dos ativos especialmente relevantes.

Varejo

Redes com várias lojas precisam controlar equipamentos distribuídos em muitas unidades, como computadores, caixas, mobiliário e equipamentos de segurança, e os contratos de locação dos pontos.

Hospitais

O patrimônio hospitalar inclui equipamentos médicos de alto valor, mobiliário e tecnologia, com exigências próprias de manutenção e rastreabilidade.

Empresas de tecnologia

Além dos equipamentos físicos, há ativos intangíveis e direitos que exigem tratamento específico. O CPC 04 trata dos ativos intangíveis.

Agronegócio

Máquinas agrícolas, implementos, veículos e equipamentos espalhados por várias propriedades pedem métodos específicos de identificação e acompanhamento, e as próprias terras exigem avaliação de imóveis rurais.

Órgãos públicos e entidades estatais

No setor público, o controle patrimonial é exigência legal expressa:

“Haverá registros analíticos de todos os bens de caráter permanente, com indicação dos elementos necessários para a perfeita caracterização de cada um dêles e dos agentes responsáveis pela sua guarda e administração.” (Lei 4.320/1964, art. 94)

O art. 95 da mesma lei atribui à contabilidade os registros sintéticos dos bens móveis e imóveis, e o art. 96 determina que o levantamento geral desses bens se baseie no inventário analítico de cada unidade administrativa e na escrituração sintética. É a mesma lógica de conciliação entre o físico e o contábil descrita acima, com base normativa própria.

Controle patrimonial além da lista de bens

Um bom controle patrimonial não é só uma obrigação administrativa. Bem estruturado, ele se torna uma fonte de informação para a gestão.

Conhecendo seus ativos, a empresa identifica bens ociosos, equipamentos que precisam ser substituídos, inconsistências no cadastro, necessidades de manutenção e oportunidades de usar melhor os recursos, como vender um imóvel subutilizado ou alugá-lo.

Informações patrimoniais confiáveis também sustentam auditorias, avaliações de ativos, reorganizações societárias, compra e venda de empresas, holdings patrimoniais e decisões de investimento.

Do inventário físico ao balanço

O controle patrimonial mantém os ativos da empresa organizados, identificados e acompanhados, e liga o que existe fisicamente ao que está no balanço.

O processo começa pelo inventário e pela identificação dos bens, mas continua com o cadastro atualizado, o acompanhamento das movimentações, a conciliação com a contabilidade e, quando necessário, a avaliação dos ativos com a finalidade e o método adequados.

Com processos bem estruturados, a empresa tem uma visão confiável do seu patrimônio e informações melhores para decisões administrativas, financeiras e estratégicas.

Para empresas com patrimônio relevante, sobretudo imóveis, ou com divergências entre registros e bens existentes, um inventário patrimonial acompanhado de avaliação técnica dos imóveis é um bom primeiro passo. A Valen Brasil elabora esses laudos pela NBR 14653; conheça o serviço em valenbrasil.com.

Perguntas frequentes

O que é controle patrimonial?

É o conjunto de procedimentos para identificar, registrar, localizar e acompanhar os bens de uma empresa durante todo o ciclo de vida deles, da compra à baixa.

Qual a diferença entre controle patrimonial e inventário patrimonial?

O inventário é o levantamento e a conferência física dos bens numa data. O controle é contínuo e inclui cadastro, identificação, movimentação, acompanhamento e atualização das informações.

Como fazer o controle patrimonial?

Levantando os bens, fazendo o inventário físico, identificando cada ativo, montando o cadastro, conciliando com a contabilidade e atualizando os dados a cada movimentação.

O que deve constar no cadastro patrimonial?

Descrição, marca, modelo, número de série, número de patrimônio, localização, responsável, data e valor de aquisição, estado de conservação, situação e natureza da posse. Para imóveis, também matrícula, inscrição municipal e valores de terreno e edificação separados.

Com que frequência fazer o inventário patrimonial?

Depende da quantidade e do tipo de bens e do número de unidades. Empresas com muitos ativos ou operações espalhadas costumam fazer inventários periódicos, alinhados ao fechamento do balanço anual.

Qual a relação entre inventário patrimonial e contabilidade?

O inventário confere fisicamente os bens e os compara com os registros contábeis. Essa conciliação identifica divergências e torna os dados patrimoniais confiáveis.

O controle patrimonial inclui a avaliação dos bens?

Não necessariamente. O controle acompanha os ativos; quando é preciso saber o valor econômico ou de mercado de um bem, faz-se uma avaliação específica, que para imóveis segue a NBR 14653.

Terreno é depreciado?

Não. O terreno não sofre desgaste e não é depreciado. Só a edificação é depreciada, e por isso os dois valores precisam ser registrados separadamente.

Por que contratar uma empresa especializada em controle patrimonial?

Uma empresa especializada faz o levantamento físico, a identificação, a organização dos dados e a conciliação com metodologia técnica, o que faz diferença em patrimônios grandes ou com muitos bens. Para os imóveis, a avaliação deve ser feita por profissional habilitado.

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